Eu estava de bobeira no domingo quando resolvi dar uma volta pela Virada Sustentável. Fui parar lá no Vale do Anhangabaú, onde rolava a ação "Pimp my Carroça". "Pimp" é uma gíria em inglês que significa incrementar ou, para os mais velhos, "envenenar" (o carro). A ação sustentável de arte visava tirar os catadores da invisibilidade, o que é muito interessante. Além do grafite, as carroças receberam um tratamento de madeira, de alumínio, enfim, uma reforma completa. O que eu achei legal foi ver dois públicos marginalizados pela sociedade unindo forças para mostrar o rosto de suas existências. Afinal, entre os artistas, que em sua maioria são mal pagos e mal vistos, os grafiteiros parecem estar na borda. E isso eu digo por pura especulação mesmo, tendo como referência as coisas que ouço no dia a dia. Tem que se manifestar!
Mas não foram só as carroças que foram pimpadas não. No vale tinha também atendimento médico e dentário, além de distribuição de alimentos e shows de rap e hip hop. Não sei como esses estilos foram escolhidos, espero que por consulta aos donos das carroças, né, não simplesmente por especulação...
Funcionou assim: catadores e grafiteiros se cadastravam previamente para que cada grafiteiro tivesse a oportunidade de pimpar pelo menos uma carroça; foram abertas somente 50 inscrições. Mas parece que o evento foi repetido no Rio (23/06), o que dá a entender que pode rolar uma segunda edição por aqui. Toda a verba foi arrecadada via Catarse.
Essa parte em cima era uma cabeceira de cama
Massa, né? No fim, rolou até desfile!
Também pimparam uma kombi e um Ônibus Hacker, que é assunto do outro post.

