Ampliando o dialogo inciado pela Camila Ivo, também me questiono sobre a superficialidade de algumas vivencias virtuais. Na realidade, elas são reflexo de nossa sociedade hipermoderna que não tem tempo para nada e não quer parar. Creio que devemos repensar seriamente algumas de nossas posturas como educadores, será que nós também não contribuimos para isso?
O curriculo esta cada vez mais inchado, mas o que as crianças realmente aprendem? Será que é mais importante que nossos alunos saiam da escola falando 4 linguas ou que eles conheçam a si mesmos? Saibam fazer amigos? Aprendam a dividir? E se colocar no lugar do outro?
Creio que em tempos de hiper tudo, nós educadores devemos desacelerar as coisas propositalmente! Tudo bem meio mundo será contra, mas como diaria minha avó "Nem Jesus agradou a todos"! Devemos fazer com que nossos alunos sintam, pensem, reflitam e se for preciso façam de novo quantas vezes for necessário. O superficial passa e o que realmente fez sentido, o que realmente toca, fica. Por isso linkei um texto que gosto muito do autor Bondía, chama-se "Notas sobre o saber da experiencia". Sinceramente, ele mudou minha forma de ver o meu papel como educadora, transformou meu olhar e me mostrou o que realmente importa. Considero um dos textos mais inspirados que já me deparei.
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